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A CONSTELAÇÃO FAMILIAR E A ANCESTRALIDADE

  • Foto do escritor: Anelise Legori Bortolin
    Anelise Legori Bortolin
  • 25 de nov. de 2025
  • 1 min de leitura

Atualizado: 3 de dez. de 2025

Ancestrais

Bert Hellinger viveu 16 anos na África do Sul, onde atuou como missionário, educador e aprendiz da vida. Entre os povos zulus, ele entrou em contato com uma sabedoria ancestral que transformaria completamente sua visão sobre as relações humanas: a certeza de que ninguém caminha sozinho.

Ali, ele observou como aquelas comunidades se relacionavam com seus antepassados — com respeito, reverência e gratidão. Não havia ruptura entre passado e presente; havia continuidade. A presença dos ancestrais era reconhecida como fonte de força, orientação e pertencimento.

Essa vivência despertou em Hellinger a compreensão de que a vida flui quando honramos quem veio antes. Ao reconhecer a linhagem, cada pessoa encontra seu lugar e restabelece a ordem natural das relações. Dessa experiência nasceram as bases do que ele mais tarde chamaria de Ordens do Amor: pertencimento, hierarquia e equilíbrio.

A ancestralidade, nesse sentido, não é apenas memória — é um movimento vivo que atravessa gerações, sustentando nossos passos e ampliando nossa consciência. Reconhecer nossas raízes é um ato de reconciliação com a nossa história, com a história do nosso povo e com a humanidade que compartilhamos.

Que possamos seguir aprendendo com a humildade de Bert Hellinger e com a sabedoria ancestral que nos lembra: somos continuidade. Somos parte. Somos vida em movimento.

🍃 Sirvo à Vida.
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