OBRIGADO(A), PAPAI, POR TUDO O QUE RECEBI DE VOCÊ.
19 de ago.
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O lugar do pai em nossa história: honrar a origem e a vida
Todos somos frutos do encontro entre nosso pai e nossa mãe.
Independentemente de como foi essa relação, é por meio deles que a Vida chegou até nós. Hoje, o convite é para olhar com mais consciência para essa parte da nossa história que também vem do pai.
Sinta isso em você. Perceba o quanto recebeu do seu pai: a própria vida, a direção, o caminho, o contato com o mundo externo e, de diferentes formas, os recursos que contribuíram para que você chegasse até aqui.
Talvez você não concorde com algumas escolhas, atitudes ou comportamentos do seu pai. Talvez essa relação tenha sido marcada por ausências, dores ou dificuldades. Honrar o pai, porém, não significa transformar a relação em algo perfeito, concordar com tudo ou negar aquilo que machucou.
Honrar é olhar para a realidade como ela é.
É deixar de esperar o pai ideal e reconhecer o pai possível: aquele que, com suas limitações, histórias e escolhas, fez parte do caminho pelo qual a Vida chegou até você.
Quando conseguimos olhar para essa realidade sem precisar modificá-la, podemos também reconhecer aquilo que recebemos. O que foi possível receber do nosso pai pode continuar vivendo em nós.
Por isso, hoje, o convite é para dar um bom lugar ao pai em nosso coração. Não um lugar de idealização, mas um lugar de respeito à origem.
Como escreveu Bert Hellinger em um trecho da Carta ao Papai:
“Eu me inclino diante de sua grandeza e tomo você em meu coração. Tanto tempo você esteve como que excluído do meu coração. Tão vazio ele estava sem você.”





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